Após reunião realizada nesta quarta-feira (04/11), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em março de 2026. A votação foi unânime entre os sete integrantes do comitê.

Em comunicado, o Banco Central apontou um cenário econômico mais desafiador, marcado pelo aumento das expectativas de inflação, pela aceleração dos preços e por uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica. O ambiente internacional também foi considerado desfavorável, especialmente pelo prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio, que pressionam os preços do petróleo e seus derivados.

No cenário interno, o Copom destacou que o mercado de trabalho continua resiliente, embora apresente sinais de desaquecimento. O comitê também demonstrou preocupação com as expectativas de inflação, que se afastaram da meta estabelecida pelo Banco Central, indicando projeções de 5,6% em 2026 e 4,7% em 2027, acima da meta de 3% ao ano, que admite variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A manutenção dos juros significa que o crédito continuará submetido a custos elevados. A Selic influencia diretamente as taxas cobradas em empréstimos e financiamentos, encarecendo o acesso ao dinheiro para famílias e empresas. Com isso, o consumo e os investimentos tendem a ser desestimulados, o que também pode afetar o ritmo de crescimento da economia e a geração de empregos.

O Copom afirmou que a taxa permanece em nível substancialmente restritivo e que continuará acompanhando os indicadores econômicos para assegurar a convergência da inflação à meta. O comunicado não antecipou quando poderá ocorrer uma nova redução dos juros e destacou que o cenário exige cautela na condução da política monetária.

A próxima reunião do comitê está prevista para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.

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